Vacinação contra a gripe termina sexta
A campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira, dia 26. O público-alvo da campanha no País é de 54,2 milhões de pessoas e, desse total, 58,2% foram vacinados.
A meta, neste ano, é vacinar 90% desse público até a sexta, quando termina a campanha. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o País. Balanço do Ministério da Saúde indica que, até ontem, segunda-feira, dia 22, foram vacinados 30,6 milhões de brasileiros.
Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Entre os públicos-alvos, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 14 milhões de doses aplicadas, o que representa 67,1% deste público, seguido pelas puérperas (65,4%) e trabalhadores de saúde (59,4%).
Os grupos que menos se vacinaram são indígenas (37,1%), crianças (44,9%), gestantes (49,2%) e professores (52,4%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 6,2 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.
“É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno”, destacou a coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
Público-alvo
Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.
Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mutação no vírus pode ter acelerado epidemia de zika
Cientistas chineses identificaram uma mutação no vírus da zika que pode ter sido responsável pelo rápido alastramento da doença na epidemia nas epidemias da Polinésia Francesa (2013/2014) e da América do Sul (2015/2016).
De acordo com os autores da pesquisa, a mutação identificada no zika aumenta a secreção da proteína NS1. Estudos anteriores já haviam mostrado que essa proteína está associada ao processo de aquisição de flavivírus - grupo ao qual pertencem os vírus da zika e da dengue - pelos mosquitos.
No novo estudo, publicado hoje na revista Nature, os cientistas comprovaram que o mesmo mecanismo ligado à proteína NS1 também promove a aquisição do vírus zika no Aedes aegypti, o mosquito que transmite a doença para humanos. A pesquisa foi liderada por Gong Cheng, da Universidade Tsinghua, em Pequim (China).
Ao ser lançada no organismo do Aedes aegypti, a proteína ajuda o vírus a superar as proteções imunológicas do mosquito, possibilitando a infecção. Com maior facilidade para infectar o Aedes aegypti, que está inserido em ambientes urbanos, o vírus conseguiu se espalhar rapidamente.
Segundo os autores, a mutação que causa o aumento da secreção de NS1 ocorreu apenas a partir de 2013. Isso explicaria o rápido alastramento do vírus a partir dessa data, quando começaram as epidemias que atingiram primeiro a Polinésia Francesa e depois chegou às Américas.
O vírus da zika surgiu na África em meados do século 20 e migrou para a Ásia. Até aí, ele não causava nenhum problema em humanos e infectava principalmente macacos. A linhagem asiática do vírus, no entanto, chegou à Micronésia, no Oceano Pacífico, no início do século 21 e causou o primeiro grande surto em humanos em 2007.
Em 2013, o vírus causou um surto na Polinésia Francesa e em fevereiro de 2014 chegou à Ilha de Páscoa, também no Oceano Pacífico, a 3.700 km da costa do Chile. A partir daí, os casos de zika se espalharam em grande parte dos países das Américas. No Brasil, onde ocorreram as primeiras mortes, o vírus motivou um alerta mundial da Organização Mundial da Saúde em 2015.
"Humanização"
Em 2015, um grupo coordenado por Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, em colaboração com o Instituto Pasteur de Dacar (Senegal), já indicava que o vírus da zika havia passado por adaptações genéticas que o tornaram cada vez mais eficiente para infectar humanos. O estudo desse grupo mostrou que, em seu longo caminho entre a África e as Américas, o vírus adquiriu características genéticas que aumentaram sua capacidade de se replicar nas células humanas.
Segundo Zanotto, se a linhagem africana do vírus infectava principalmente macacos e mosquitos, ao longo de sua jornada até o Pacífico, as novas linhagens passaram a "imitar" os genes que o corpo humano mais expressa, a fim de produzir em grande quantidade proteínas que esses genes codificam.
Com esse processo, apelidado pelos cientistas de "humanização do vírus", a infecção ficou mais eficiente - especialmente a partir de 2007. Um dos genes mais "imitados" pelo vírus da zika era justamente o da proteína NS1, que também tem o papel de modular a interação entre o vírus e o sistema imunológico dos humanos.
De acordo com os cientistas, a produção dessa proteína funciona como uma camuflagem para o vírus, desorientando completamente o sistema imunológico e facilitando a infecção.
Sem Hemonúcleo, falta sangue em hospitais
Com o Hemonúcleo de Taubaté desativado desde abril e a ausência de pontos de coleta no Vale do Paraíba, hospitais da região têm enfrentado dificuldade para manter os estoques de bolsas de sangue. A situação foi confirmada à reportagem por representantes de duas unidades.
Com isso, pacientes que precisam de sangue têm o tratamento ameaçado. Foi o caso, por exemplo, do policial militar Wagner Galvão, que sofreu um acidente de trânsito na última sexta-feira. Ele foi internado no Hospital Regional de Taubaté e, embora seu tipo sanguíneo seja o mais comum (O+), o estoque estava em baixa.
Parentes e amigos do policial tiveram que doar sangue em cidades de fora da região, como São Paulo, Ribeirão Preto e Osasco, para ajudar Galvão.
“O sangue dele estava [com estoque] baixo no hospital, mas já foi doado [em outras cidades] e está reposto. Ele recebeu 15 bolsas de sangue até agora”, disse Amanda Ketrin, esposa do policial.
TRANSFERÊNCIA/ O Hemonúcleo de Taubaté, que funcionava no Hospital Universitário e atendia toda a região, teve as principais atividades desativadas em abril. A medida foi tomada para mudança de sede e de gestora — saiu a Unicamp, que gerenciava a unidade desde 2013, e o Hemocentro de Ribeirão Preto irá assumir o serviço.
A promessa do Estado era que a transição durasse quatro meses e que, nesse intervalo, o abastecimento fosse mantido por meio de envio de bolsas de sangue de outras entidades, de fora da região.
Apesar dos relatos de representantes de hospitais e do caso do policial, o governo estadual sustenta que o envio de bolsas de sangue tem sido diário e que é suficiente para atender a demanda da região.
Rio confirma mais 2 mortes por febre amarela
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio confirmou ontem mais duas mortes causadas por febre amarela no Estado, nos municípios de Macaé (norte fluminense) e Silva Jardim (Baixada Litorânea). Com as novas vítimas, já são cinco mortes em razão da doença no Estado desde março. Ao todo, 14 pessoas contraíram febre amarela.
O município com maior número de casos é Casimiro de Abreu: sete moradores da cidade contraíram a doença e um deles morreu. Macaé tem dois casos, com uma morte. Outros cinco municípios registraram um caso cada: São Fidélis, São Pedro da Aldeia (mas o morador contraiu a doença em viagem à zona rural de Casimiro de Abreu), Maricá, Porciúncula e Silva Jardim. As outras três mortes registradas no Estado ocorreram nos três últimos municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Novas regras para cancelar planos de saúde
As novas regras para cancelamento de contrato do plano de saúde a pedido do beneficiário começaram a valer ontem, quarta-feira, dia 10.
De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), as regras se aplicam aos contratos firmados depois de 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656 de 1998.
A resolução prevê o cancelamento imediato do contrato a partir do momento em que a operadora ou administradora tome conhecimento do pedido. Determina ainda que o cancelamento deve ser imediato também para quem está em dívida com o plano de saúde. Nesse caso, mensalidades e demais despesas vencidas continuam sob responsabilidade do consumidor.
Foram estabelecidas as regras de cancelamento de acordo com o tipo de plano, seja individual, coletivo empresarial ou coletivo por adesão. Além disso, define responsabilidades das partes envolvidas, obriga as operadoras a emitirem comprovante de ciência do pedido de cancelamento e determina os prazos para entrega dos comprovantes. Tal comprovante deverá informar eventuais cobranças de serviços pela operadora ou administradora de benefícios.
A ANS elaborou um material com perguntas e respostas para orientar o beneficiário sobre os canais para pedir o cancelamento, de acordo com o plano contratado.
A intenção com as medidas é dar maior “clareza, segurança e previsibilidade” ao consumidor nos cancelamentos dos planos, de acordo com a ANS.
A partir das novas regras, a saída do beneficiário titular do plano individual ou familiar não encerra o contrato, podendo os dependentes manterem as mesmas condições contratuais. No caso da exclusão do beneficiário titular do contrato coletivo empresarial ou por adesão, serão seguidas regras específicas de resolução normativa da ANS quanto à exclusão ou não dos dependentes.
O pedido de cancelamento dos contratos individuais ou familiares não retira do beneficiário a obrigação de pagar multa rescisória, quando prevista em contrato.
As operadoras que deixarem de cumprir as normas determinadas na resolução estarão sujeitas ao pagamento de multa no valor de R$ 30 mil, de acordo com a ANS.
Fim de situação de emergência para zika
O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (11), o fim da emergência nacional em saúde pública por zika e microcefalia no Brasil. O governo tinha declarado a situação de emergência em novembro de 2015, quando foi notado um aumento incomum dos casos de microcefalia no Nordeste. A malformação foi, posteriormente, relacionada à infecção pelo vírus da zika.
Segundo a pasta, o fim da emergência ocorre devido à queda no número de casos de zika e microcefalia no país. Do início do ano até 15 de abril, foram registrados 7.911 casos de zika no país, o que representa uma redução de 95,4% em relação a 2016. Na mesma época do ano passado, havia 170.535 casos da doença.
Em 2017, foram confirmados 230 novos casos de microcefalia e 2.837 casos suspeitos continuam sob investigação. Ao todo, desde o início da emergência em saúde, em novembro de 2015, o Ministério da Saúde recebeu 13.490 notificações de casos suspeitos de microcefalia, dos quais 2.653 foram confirmados.
No primeiro ano da emergência - desde o início da emergência até o fim de 2016 - o país teve 2.205 casos confirmados de bebês afetados, de um total de mais de 10 mil notificações de suspeitas. Além disso, 259 mortes de fetos e recém-nascidos tiveram a confirmação de relação com o vírus nesse período.
De acordo com o governo, o Brasil "não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência", que são: impacto do evento sobre a saúde pública; se é incomum ou inesperado e se há risco de propagação internacional.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também havia declarado situação de emergência em saúde pública mundial por causa do problema em fevereiro de 2016. Em novembro, a entidade anunciou o fim da emergência internacional.
Redução de casos de arboviroses
Nos primeiros meses de 2017, até o dia 15 de abril, o Brasil registrou 113.381 casos suspeitos de dengue, 43.010 de chikungunya e 7.911 de zika. Somadas, as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti tiveram uma redução de 88,9% no número de casos em comparação ao mesmo período de 2016. Os dados são de boletim epidemiológico elaborado pelo Ministério da Saúde.
Gripe: Professores começam a tomar vacina
A partir desta edição da campanha de vacinação contra influenza, professores das redes pública e privada passam a fazer parte do público-alvo. Cerca de 2,3 milhões desses profissionais em todo o país podem se vacinar contra a gripe.
De acordo com o Ministério da Saúde, pela primeira vez, o Brasil está vacinando os professores contra a influenza. São profissionais que têm contato com dezenas de alunos diariamente, ficando expostos à contaminação.
Desde o início de abril, o país está em campanha de vacinação contra Influenza. Por determinação do Ministério da Saúde e para melhor organização do atendimento, a vacinação está sendo fracionada por grupos.
Já foram atendidos os grupos de pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, apresentando prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina no ato da vacinação. São elas: respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, diabetes, imunossupressão, obesidade grau 3, transplantados e portadores de trissomias.
Também já foram chamados os grupos de profissionais da saúde que trabalham em hospitais, profissionais da saúde e idosos, grupo de gestantes, puérperas (mulheres que deram à luz há menos de 45 dias), crianças maiores de seis meses e menores de 5 anos, e indígenas.
O dia 13 de maio será o Dia “D”.
O objetivo do ministério é vacinar 90% da população considerada de risco para complicações por gripe. A meta de vacinação deste ano aumentou devido aos índices alcançados nos últimos anos, que ultrapassaram 80%. O ano de 2016 foi o primeiro em que este índice ultrapassou 90% e atingiu 93,5% de cobertura vacinal.
Até o dia 26 de maio, todas as pessoas que fazem parte do grupo prioritário, independentemente da semana determinada pelo Ministério da Saúde para cada grupo, devem procurar os 25 locais de vacinação na cidade.
Para tomar a vacina, além de ser do grupo prioritário, a pessoa deve levar o RG e a carteira de vacinação, se tiver.
Cai suspeitas de zika, dengue e chikungunya
O número de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil caíram de forma expressiva em relação ao ano passado. Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira, 8, indicam que até dia 15 de abril foram contabilizadas 113.381 infecções suspeitas por dengue - 90% a menos do que o registrado no mesmo período de 2016. A queda de registros de chikungunya também foi significativa: 68%. O anúncio aponta redução de 135.030 casos suspeitos para 43.010. Já a zika teve uma queda de 45% de casos em relação ao mesmo período, chegando a 7.911 suspeitas neste ano.
O diretor do departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, João Paulo Toledo, afirmou que a maior atenção neste ano é para o aumento de casos de chikungunya no Tocantins, Rio Grande do Norte e Roraima. Apesar da elevação, o número ainda não caracteriza epidemia.
No Tocantins, por exemplo, a proporção de casos é de 109,5 a cada 100 mil habitantes, um terço do que é considerado nível epidêmico. No Rio Grande do Norte, por sua vez, a proporção é de 189,8 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto, em Roraima, a incidência é de 80,5 a cada 100 mil. Toledo informou que equipes do Ministério da Saúde foram encaminhadas para a região a fim de auxiliar nos trabalhos de prevenção.
Mesmo com a redução de casos, a dengue está presente em todos os Estados do País, embora não seja identificada com nível epidêmico em nenhuma região. A maior concentração de casos está no Centro-Oeste, com 160 casos a cada 100 mil habitantes, com incidência de 281 a cada 100 mil em Goiás.
No Estado de São Paulo foram identificados 8.237 casos suspeitos de dengue, uma incidência de 18,4 - inferior à marca de 373 identificada no mesmo período do ano passado. Em 2017, foram confirmadas 17 mortes provocadas por dengue no País, enquanto o número chegou a 507 em 2016.
Quanto à zika, as maiores incidências foram registradas no Tocantins, com 49,6 casos a cada 100 mil habitantes e em Roraima, com 23,5 a cada 100 mil. No Estado de São Paulo, foram informadas 344 infecções pelo vírus, o que equivale a uma incidência de 0,8 a cada 100 mil. Ano passado, o número era de 8,9. As informações são da Agência Estado.
Taubaté amplia postos de vacinação contra influenza
A partir de hoje, todas as 34 unidades de saúde de Taubaté que dispõem de salas de vacinação estarão integradas à 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Até então, as doses vinham sendo aplicadas em cinco unidades.
Agora a população poderá procurar as demais unidades nos horários específicos de funcionamento de cada uma delas. A relação dos postos e seus horários de funcionamento está disponível no site da prefeitura.
O cronograma de vacinação em Taubaté tem sequência nesta terça com o atendimento das pessoas portadoras de doenças crônicas. Professores devem receber as doses da vacina a partir do dia 8 de maio.
O Dia D da campanha de vacinação ficou definido para 13 de maio. Nesta data em específico, as doses da vacina serão aplicadas nas UBS (Unidade Básica de Saúde) Mais Independência, Fazendinha, Aeroporto, Gurilândia e no Pamo (Posto de Atendimento Médico e Odontológico) do Mourisco.
A campanha está prevista para terminar em 26 de maio. A expectativa é que sejam aplicadas em Taubaté cerca de 89 mil doses.
Mais informações podem ser obtidas junto à Vigilância Epidemiológica de Taubaté pelo telefone 3629-6232.
