Taubaté terá fábrica de inseticida contra dengue
Taubaté será sede de uma fábrica para a produção de inseticida biológico que inibe a procriação dos mosquitos vetores do mosquito Aedes aegypt, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O anúncio foi feito pelo Investe SP.
Com um investimento de R$ 20 milhões, a empresa BR3, responsável pelo inseticida "DengueTech", prevê a geração de 200 empregos na cidade e produzir em larga escala, a expectativa é de mil vezes mais do que a operação piloto existente hoje.
A construção deve começar no segundo semestre e a inauguração da fábrica deve ser em 2018. O terreno escolhido tem 14 mil metros quadrados, sendo que 5 mil serão de área construída. O projeto tem o apoio da Investe SP, Cietec (USP/IPEN) e da Prefeitura de Taubaté.
"O apoio da Prefeitura foi fundamental para antecipar o amanhã de nosso projeto. Escolhemos Taubaté por estar no próxima a vários ICTs [Instituições de Ciência e Tecnologia], apresentar um dos melhores IDHs do país, estar no centro dos principais mercados consumidores, e com excelente situação logística para a internacionalização dos negócios da companhia" , disse Rodrigo Perez, sócio-fundador da empresa.
"Consideramos muito importante a vinda da BR3 para nossa cidade. Além da geração de empregos diretos e indiretos, a instalação de uma indústria deste porte é motivo de orgulho para Taubaté, que trata o combate ao mosquito Aedes aegypti como prioridade", afirmou o prefeito de Taubaté, Ortiz Junior.
O DengueTech foi desenvolvido pela BR3 dentro da incubadora paulistana do Cietec (USP/Ipen), em cooperação com a Fiocruz, e foi o projeto vencedor do concurso Acelera Startup, da Fiesp. O produto já está sendo comercializado por algumas empresas, e a ideia é que a expansão de sua venda leve a companhia a um faturamento total de R$ 10 milhões em 2017.
Pinda orienta sobre vacina contra febre amarela
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Pindamonhangaba informa a população que não há necessidade de procurar por vacinas contra a febre amarela, pois não há surto da doença no município e nem na região.
De acordo com o Ministério da Saúde, os casos da doença que merecem atenção especial estão concentrados em quatro cidades mineiras (Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni).
É importante ressaltar que a orientação de vacina imediata é apenas para quem vai viajar para as regiões afetadas pela febre amarela, conforme esclarecido pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais.
Orientações Gerais
Nos últimos dias houve uma grande procura pela vacina em Pindamonhangaba, pois muitos moradores estão assustados com a situação dessas quatro cidades de Minas Gerais. Em média, Pindamonhangaba recebe do Ministério da Saúde 100 doses mensais para imunização contra febre amarela. Segundo o Departamento Municipal de Riscos e Agravos à Saúde, na última semana foram utilizadas 200 doses da vacina, o que fez a cidade solicitar uma ‘carga extra’ ao Ministério da Saúde.
O Departamento ressalta a orientação do Ministério e pede para que a população seja consciente.
Chikungunya: casos sob suspeita
Considerada pelo Ministério da Saúde como a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que tem maior probabilidade de ampliação do número de casos no ano, a febre chikungunya já tem registros suspeitos na região em 2017.
Os três casos suspeitos estão em Taubaté. A Vigilância Epidemiológica aguarda o resultado de exames.
No ano passado, o município confirmou oito casos de chikungunya.
Em São José dos Campos ainda não há casos suspeitos da doença esse ano.
Em 2016, a cidade confirmou sete registros da febre chikungunya.
ALERTA/ Segundo o Ministério da Saúde, os casos de dengue e zika — outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti — no Brasil devem se manter estáveis neste ano em relação ao ano passado, enquanto as infecções por chikungunya devem aumentar ainda mais.
Dados da pasta revelam que, em 2016, foram registrados 1,4 milhão de casos de dengue contra 1,6 milhão no ano anterior, além de 211 mil casos prováveis de infecção por zika — não há comparativo com o ano anterior porque os dados só começaram a ser coletados em outubro de 2015.
Em relação à febre chikungunya, os registros apontam para 263 mil casos em 2016 contra 36 mil no ano anterior – um aumento de cerca de 620%.
“O mosquito pica alguém, recebe o vírus e passa para outra pessoa. Como cresceu o número de pessoas que têm, entendemos que haverá uma ampliação”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
DOENÇA/ Segundo o Ministério da Saúde, devem ser considerados casos suspeitos todos os pacientes que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC, dor articular ou artrite intensa e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.
Os sintomas podem ter início entre dois e dez dias após a picada, sendo que o prazo pode chegar a 12 dias. Os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos.
Dengue e zika já têm registros na região
As outras duas principais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti já têm casos confirmados na região em 2017.
Em São José, já foram confirmados 19 casos de dengue esse ano. No ano passado foram 1.713. Não há caso de zika esse ano na cidade. Em 2016, foram 18 registros.
Em Taubaté, nesse ano, foram feitas 61 notificações de dengue, sendo que um caso foi confirmado, quatro deram negativo e 56 aguardam o resultado de exames. Em 2016, a cidade teve 3.306 casos confirmados da doença.
O município já conta com um caso suspeito de zika. No ano passado, foram três casos confirmados.
LORENA/ No último dia 9, Lorena confirmou um caso de zika. Uma mulher de 39 anos teria contraído a doença no segundo semestre de 2016.
Guará intensifica ações contra o Aedes Aegipty
A prefeitura de Guaratinguetá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e em parceria com a Vigilância em Saúde, está intensificando as ações de combate à dengue, zika vírus e chikungunya no município. Neste mês de janeiro, a vigilância está realizando uma atividade denominada ADL (Avaliação de Densidade Larvária), que informa o registro de infestação e locais de reprodução do mosquito Aedes Aegypti na cidade.
No último sábado, foi iniciada uma ação para vistoria nas residências. Ao todo, 40 funcionários e três supervisores da vigilância visitam a cada sábado um bairro da cidade. A meta é atingir 800 casas por sábado, até o dia 30 de abril. Durante a visita, quando há necessidade os agentes aplicam o material larvicida nos criadouros. Os funcionários que realizam as vistorias são uniformizados e identificados.
Em outubro de 2016, Guaratinguetá registrou um índice de infestação da dengue com média 1,8, ou seja, a cada 100 casas vistoriadas, aproximadamente duas registraram criadouros com larvas do Aedes Aegypti.
A Vigilância pede aos moradores que façam vistorias em ralos, pratos de plantas, bebedouros, pneus e outros pontos que possam ter água parada e que são propícios à proliferação da dengue. É importante ressaltar que 90% dos criadouros da dengue estão nas residências e, com as chuvas e temperaturas elevadas neste período do ano, é maior o favorecimento para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.
Lorena confirma primeiro caso de zika vírus
A prefeitura de Lorena informou, através de nota, que foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz, o primeiro caso de zika vírus contraído por uma moradora da cidade. A mulher tem 39 anos e terá sua identidade preservada.
Conforme protocolo de combate ao zika, a nebulização foi realizada em menos de 48 horas na região onde o caso foi registrado. Com o registro do primeiro caso confirmado, o município é classificado como estado de alerta para a doença, uma vez que possui o primeiro caso autóctone de zika.
Ainda de acordo com a nota da prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde continua com as atividades de vigilância e controle de vetor, visando informar e orientar a população, além de acompanhar a evolução de todos os casos envolvendo doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Aedes Aegypti: População deve redobrar cuidados
O verão cria as condições ideais de temperatura e umidade para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, por isso os cuidados para combater o inseto devem ser reforçados nesta estação.
O alerta é do secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Teixeira Júnior. “É fundamental que todos se mobilizem, utilizando dez minutos por semana para vistoriar as próprias casas e eliminar possíveis focos [de reprodução do mosquito]. A prevenção ainda é a forma mais eficiente para se combater o vetor.”
A principal recomendação é eliminar locais de água parada, onde o mosquito deposita suas larvas. É preciso estar atento a vasos de plantas, pneus velhos, bacias e outros recipientes que possam armazenar água.
Chikungunya
O Rio de Janeiro registra casos das três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e em 2017 a previsão é que o número aumente, principalmente os de chikungunya. Considerado novo no país, o vírus da doença ainda não teve contato intenso com a população, o que preocupa as autoridades de saúde pela dimensão que uma eventual epidemia pode ter.
“Já tivemos a presença do tipo 1 da dengue desde 2011, logo, boa parte da população já tem imunidade contra esse vírus. Em 2015 e 2016, tivemos a circulação intensa do vírus Zika, fazendo com que uma parte significativa das pessoas tenha sido exposta a ele. Portanto, a chikungunya é a doença que mais nos preocupa neste verão”, explicou o subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.
A chikungunya é uma doença parecida com a dengue, mas costuma provocar febre bastante elevada de início súbito, acompanhada de fortes dores nas articulações. A doença costuma ter duas ondas: a primeira é a fase aguda da febre, dor no corpo e dor na articulação; na segunda onda, o paciente pode desenvolver sinais e sintomas por meses ou até anos. A doença pode causar uma incapacidade funcional durante semanas ou meses.
CAS alerta para período de animais peçonhentos
O CAS (Controle de Animais Sinantrópicos) de Taubaté listou recomendações para a população contra acidentes causados por animais peçonhentos no período de dezembro a março, que compreende o verão.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos acidentes envolvendo animais peçonhentos são registrados nesta época do ano.
Os principais cuidados a serem tomados para evitar acidentes, são: em matas, trilhas, áreas com acúmulo de lixo, atividades de lazer, de limpeza, serviços de jardinagem, utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas de couro, botas de cano alto e perneira para contatos com serpentes e sapatos fechados e luvas grossas para contato com escorpiões e aranhas; olhar com atenção o local de trabalho e o caminho a percorrer; não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros e espaços situados em montes de lenha ou pedras; não mexer em colmeias ou vespeiros; inspecione roupas, calçados, tolhas de banho e de rosto, roupas de cama, panos de chão e tapetes antes de usá-los; afastar camas e berços das paredes; evitar pendurar roupas fora do armário; não deixar lençóis ou cobertores encostar no chão; em caso de contato com um animal peçonhento, afasta-se com cuidado e evite assustá-lo ou tocá-lo e procure o CAS.
Em casos de acidentes, as recomendações são: procurar atendimento médico imediatamente; lavar o local com água e sabão (exceto em acidentes por águas-vivas ou caravelas); manter a vítima em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada à unidade de saúde; retire acessórios como anéis, fitas e calçados apertados; não amarre (torniquete) e não aplique qualquer tipo de substância no local da picada; não ingira bebida alcoólica; não sugar com a boca o veneno; informe ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal causador do acidente.
País: Quase 9 mil novos casos de chikungunya
O Brasil registrou um aumento de 8.877 casos de chikungunya em quatro semanas, de acordo com dados apresentados nesta quinta-feira, 8, pelo Ministério da Saúde. Até agora, foram contabilizados 259.928 casos da infecção, com 138 mortes suspeitas. O número é cerca de 10 vezes maior do que o que havia sido contabilizado no ano passado.
Os indicadores de dengue também subiram no último mês, mas de forma menos expressiva. Em cinco semanas, o salto foi de 17.585 casos, passado de 1458.355 para 1.475.940 infecções prováveis, com 601 mortes confirmadas.
Os números apresentados pelo Ministério da Saúde mostram que o comportamento da chikungunya é bem diferente do que foi registrado com a zika, doença que provocou neste ano 210.897 casos suspeitos. No caso da zika, houve uma explosão da epidemia nos primeiros meses do ano, com pico de casos registrados em março. A queda do número de casos, porém, veio quase tão rapidamente quanto a expansão. A partir de abril, os números começaram a cair de forma expressiva atingindo patamares pouco expressivos a partir de julho.
No caso da chikungunya, no entanto, a doença se mostrou muito mais persistente. Neste ano, os casos atingiram o ápice em fevereiro e até maio, embora uma queda tivesse sido registrada, o número de novos casos ainda era bastante significativo.
Até agora, foram identificados 16.763 casos prováveis de zika entre gestantes no Brasil. Desse total, 10.608 foram confirmados. A maior parte das gestantes reside nos Estados de São Paulo, Rio, Minas, Bahia e Mato Grosso. A confirmação de zika durante a gravidez, no entanto, não significa que os bebês nascerão com síndrome congênita provocada pela infecção. Não há ainda dados que indiquem qual o risco real de o bebê se contaminar pelo vírus durante a gestação e nascer com a síndrome.
O número de casos de microcefalia identificados até o momento indicam estabilidade. "Não registramos um aumento de nascimentos com bebês com a síndrome. Pelo contrário. Em comparação com números apresentados ano passado, houve uma redução significativa", afirmou Eduardo Hage, do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.
Até 26 de novembro, foram notificados 10.342 casos suspeitos, acumulados durante 2015 e 2016, em todo o País. De setembro a novembro, por exemplo, o número de casos suspeitos da má-formação subiram de 743 para 830 no Rio e de 696 para 820 em São Paulo. Um crescimento pequeno, sobretudo quando se leva em consideração a população em cada um desses dois Estados.
Dengue: Butantan espera distribuir vacina
Atestar a eficácia da vacina contra os quatro sorotipos da dengue em maio do ano que vem, com a possibilidade de começar a produção em setembro e a distribuição ao Ministério da Saúde até o fim de 2017.
Esse é o cenário otimista apresentado nesta terça-feira pelo diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, durante lançamento oficial da terceira fase dos testes com o antídoto para a dengue no Centro de Saúde Jardim Montanhês, no bairro homônimo, Região Noroeste de Belo Horizonte.
Jorge Kalil esteve hoje no posto de saúde acompanhado de autoridades municipais e estaduais da área, além de pesquisadores da UFMG que coordenam os trabalhos na capital mineira. Ele explicou que se der tudo certo com os testes seria possível garantir a eficácia e a segurança da substância até o mês de maio para adultos e adolescentes.
Como as crianças de 2 a 6 anos serão recrutadas apenas na parte final dos testes, essa população ainda não teria condição de receber a vacina em 2017, por exemplo. O período de acompanhamento dos voluntários dura cinco anos, mas Jorge Kalil explica que essa necessidade se justifica para entender por quanto tempo a vacina garante a imunização.
“A vacina pode se mostrar eficaz em seis meses ou um ano e suficientemente segura para que nós possamos começar a imunização. Então, o registro pode ser imediato, porque se não teríamos que esperar muito tempo até que a vacina fosse disponível para a população. E a população está precisando dessa vacina para ontem”, afirma o diretor do Instituto Butantan.
Antes que a população receba a dose única que está sendo testada, é necessário que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ateste a segurança e o Ministério da Saúde adquira o produto, além de disponibilizá-lo no calendário de vacinação. Mesmo assim, o diretor do Butantan acredita ser possível, pois esses dois órgãos estão envolvidos no processo de testes e acompanhando em tempo real os resultados, de acordo com Jorge Kalil.
POSSÍVEL, MAS IMPROVÁVEL O professor Mauro Teixeira, que coordena os trabalhos em BH pela UFMG, acredita que é possível sim chegar rapidamente a um resultado que ateste a eficácia, mas não está tão certo da possibilidade de distribuição até o fim do ano. “Esse é um processo que demora o que tem que demorar, porque a função da Anvisa é garantir segurança e a reprodutibilidade do produto. Eu não acho que vão ter atrasos desnecessários. Eu entendo que está todo mundo interessado em fazer isso funcionar. As coisas têm que ser feitas de forma devida com segurança para a garantia que a vacina chegue na população de forma eficaz e segura. Esse é um processo que demora o que tem que demorar, porque a função da Anvisa é garantir segurança e a reprodutibilidade do produto”, afirma.
Preocupado com os casos de dengue que normalmente se destacam na comunidade do Bairro Jardim Montanhês, o comerciante Márcio Juvelino Gonçalves, de 38 anos, é um dos cerca de 1,2 mil voluntários para receber a dose da vacina na área de abrangência do Centro de Saúde Jardim Montanhês. Em todo o país são 17 mil voluntários, de acordo com o Instituto Butantan.
"Tenho várias pessoas conhecidas que já tiveram a doença e eu não posso passar por isso. Se eu ficar parado, o prejuízo no meu restaurante é muito grande. E aproveito para ser útil de uma forma que pode ajudar toda a população", afirma. Ele assumiu o compromisso de retornos frequentes no posto pelos próximos cinco anos, para monitorar os resultados da substância e também atestar o tempo de imunização.
