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Mesmo sem chuva, nível do Cantareira sobe
Mesmo sem registrar chuva, o Sistema Cantareira foi o único dos principais mananciais a registrar aumento no volume armazenado de água, o oitavo seguido, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta segunda-feira, 1º. Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Claro ficaram estáveis, já Alto Cotia e Rio Grande caíram.
Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira subiu 0,1 ponto porcentual. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 45,5% da capacidade, de acordo com índice tradicionalmente informado pela Sabesp que considera volume morto como se fosse volume útil. No dia anterior, o nível estava em 45,4%.
Não choveu sobre a região nas últimas 24 horas. Em janeiro, as chuvas na região do manancial ficaram abaixo da expectativa, com 248,4 milímetros registrados. A média histórica para o período é de 263 mm.
As chuvas abaixo da média, no entanto, não encerraram o processo de recuperação do Cantareira. A última vez que os reservatórios perderam água represada foi há mais de três meses, no dia 22 de outubro, quando o volume armazenado desceu de 15,7% para 15,6%. Ao longo desse período a quantidade de água acumulada praticamente triplicou.
Outros fatores explicam as altas no Cantareira, que opera fora do volume morto desde o final de 2015. Houve diminuição da retirada de água do sistema pela Sabesp, racionamento e redução do consumo. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também aplica multas para os chamados "gastões" e oferece bônus para quem conseguir economizar água.
A crise no sistema completou dois anos em janeiro, contudo, ainda inspira cuidados. Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o nível do manancial está em apenas 16,3%, ante 16,1% no dia anterior. Já o terceiro índice está em 35,2%.
Outros mananciais
Atual responsável por atender o maior número de clientes da Sabesp, o Guarapiranga ficou estável em 83%, segundo a Sabesp, e já não registra alta há quatro dias. No dia anterior, o sistema havia registrado perda de 0,6 ponto porcentual no volume armazenado de água.
Em crise, o Alto Tietê também não registrou variação. O nível do manancial está em 29%, já considerando um volume morto adicionado no final de 2014. Já o Rio Claro está estacionado em 81,9% pelo segundo dia.
Tanto o Alto Cotia quanto o Rio Grande sofreram queda de 0,4 e 0,4 ponto porcentual, respectivamente. O primeiro opera com 101,4%, enquanto o segundo está em 90,6%.
Cai consumo de energia elétrica no Brasil
O consumo de energia elétrica no País recuou 2,1% em 2015, em relação ao registrado em 2014, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No ano, foram consumidos 464,7 mil gigawatts-hora (GWh). A crise na indústria foi uma das principais responsáveis pela queda, mas o consumo residencial também diminuiu, com as famílias reduzindo gastos diante do aumento das tarifas.
O consumo residencial teve decréscimo de 0,7% em 2015, a maior redução registrada desde 2004. Mas a queda no total do País foi puxada, sobretudo, pelas indústrias, que consumiram 5,3% menos energia do que no ano anterior, "em função do cenário econômico desfavorável ao longo do ano, em quase todos os segmentos", apontou a EPE.
O segmento comercial foi o único a apresentar avanço no consumo de energia no ano passado, com alta de 0,6% em relação a 2014. O resultado, entretanto, ficou muito aquém do desempenho registrado nos últimos cinco anos, ressaltou a entidade, em nota.
Entre os subsistemas, a maior queda no consumo de energia elétrica em 2015 ocorreu no Sul do País, -3,3% em relação a 2014. No Sudeste/Centro-Oeste, a redução foi de 2,7%. No Norte, houve recuo de 2,4%. No Nordeste, no entanto, houve aumento de 1,3% no consumo.
No mês de dezembro, houve queda no consumo residencial pela primeira vez desde o racionamento de 2001. A redução foi de 0,3% em relação ao mesmo mês de 2014. A indústria também registrou recuo no consumo, um tombo de 8,4% no último mês de 2015 em relação ao mesmo período do ano anterior. O comércio também teve queda, de 0,2% em dezembro ante dezembro de 2014.
São José: GM demite 798 funcionários
A GM (General Motors) de São José dos Campos confirmou que vai demitir os funcionários que estavam em layoff. De acordo com a empresa, os 798 desligamentos são referentes ao excedente da unidade e a um acordo entre sindicato e GM, na Justiça do Trabalho, após o período de layoff na fábrica. O número oficial ainda não foi informado, já que alguns trabalhadores aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Por meio de sua assessoria de imprensa, a GM informa que a decisão foi repassada ao sindicato e está publicada no Diário Oficial. O período de suspensão temporária permite que a empresa adote a medida quando comprovar baixo nível da produção.
A empresa ainda não divulgou balanço dos funcionários que preferiram optar pelo PDV.
Crise
Na época, a montadora afirmou que estava passando “por uma forte crise econômica e que o complexo em São José não está competitivo há algum tempo. As vendas caíram, os estoques estão altíssimos, temos uma fábrica de alto custo e estamos com excedente de pessoal".
Sindicato
De acordo com o sindicato, o excedente apresentado pela fábrica totaliza 798 funcionários, mesmo número que entrou em layoff, em agosto de 2015. Porém, desde o início do afastamento até este mês, alguns funcionários pediram demissão. Segundo acordo firmado entre os dois lados, a cada funcionário que aderir ao PDV, será abatido ao número de demissões futuras em relação ao excedente da empresa.
Ibama rejeita plano da Samarco para área afetada
O Ibama rejeitou ontem o plano de ações emergenciais apresentado pela mineradora Samarco no dia 18 por considerá-lo "genérico" e por "minimizar todos os impactos ambientais da ruptura da barragem" de Fundão, que voltou a ter vazamento de rejeitos na quarta-feira, 27, dessa vez de 1 milhão de metros cúbicos.
A empresa deverá entregar uma nova versão do documento até o dia 17 de fevereiro. Na semana passada, a presidente do Ibama, Marilene Ramos, já havia criticado o documento, afirmando que era "pouco propositivo" e que estava "aquém" do ideal. A Samarco é a responsável pela barragem de Fundão, que rompeu no dia 5 de novembro, matando 17 pessoas e devastando distritos de Mariana.
De acordo com a nota técnica do Ibama, as ações têm pouco embasamento metodológico e científico. Além disso, a empresa não estimou prazos para cumpri-las, o que impossibilitaria o acompanhamento das metas.
O órgão critica, por exemplo, o fato de a Samarco não citar quais espécies de fauna e flora foram afetadas, quais estão em risco de extinção e quantas têm distribuição restrita nos locais atingidos. "Em relação aos impactos sobre os organismos aquáticos, verifica-se a tendência a subestimar o problema, inclusive se omitindo completamente em relação ao volume e a diversidade de peixes encontrados mortos ao longo da bacia do Rio Doce", declarou. A Samarco afirmou que os pontos de aprimoramento sugeridos vão ser incorporados ao documento.
Reação
O procurador da República em Minas Gerais Edmundo Antônio Dias Netto Júnior afirmou na quinta-feira, 28, que o novo deslizamento de lama da barragem da Samarco é mais grave do que a empresa admite e diz que a mineradora não tem condições de garantir a segurança ambiental e da população.
Conforme dados da Comissão das Barragens, da Assembleia Legislativa de Minas, 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro vazaram de Fundão na quarta-feira.
Segundo o responsável pela área de licenciamento da Samarco, Marcio Perdigão, e o engenheiro da empresa José Bernardo Vasconcelos, as estruturas não oferecem risco. A mineradora afirma ainda que o material que deslizou era "remanescente" de Fundão e não ultrapassou a barragem de Santarém.
Para o procurador, o plano de emergência precisa ser reavaliado. O plano atual foi enviado pela empresa à Justiça de Minas Gerais ontem e havia sido solicitado dentro de ação movida pelo Ministério Público Estadual. O material deveria ter sido entregue há cerca de 15 dias. À época, no entanto, a empresa entregou plano considerado "insuficiente" pelos promotores. A multa por dia de atraso é de R$ 1 milhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Nível do Cantareira sobe 0,7 ponto porcentual
Após registrar fortes chuvas sobre a região do Cantareira, o nível do principal sistema hídrico de São Paulo subiu 0,7 ponto porcentual e chegou ao quarto aumento consecutivo no volume de água represada, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta quinta-feira, 28. Todos os demais mananciais tiveram alta, exceto o Rio Grande, único a registrar queda.
Em processo de recuperação, o Cantareira não registra queda há mais de três meses. A última vez foi no dia 22 de outubro, quando o volume armazenado desceu de 15,7% para 15,6%. Ao longo desse período a quantidade de água acumulada praticamente triplicou.
A pluviometria do dia na região foi de 20,4 milímetros. O volume acumulado de chuva, em 241,9 mm, no entanto, ainda não atingiu a média de janeiro - mês em que a expectativa é de 263,0 mm.
Além da chuva, outros fatores explicam a recuperação do Cantareira, que saiu do volume morto no final de 2015. Houve diminuição da retirada de água do sistema pela Sabesp, racionamento e redução do consumo. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também aplica multas para os chamados "gastões" e oferece bônus para quem conseguir economizar água.
A crise no sistema, que completou dois anos nesta quarta-feira, 27, ainda inspira cuidados. Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o nível do manancial está em apenas 15,3%, ante 14,7% no dia anterior. Já o terceiro índice está em 34,5%.
Outros mananciais
Após oito dias em declínio, o Guarapiranga, atual responsável por atender o maior número de clientes da Sabesp, voltou a subir. O aumento no sistema foi de 1,1 ponto porcentual, o que fez o volume de água subir de 85,3% para 86,4%. As chuvas forma de 16 mm.
Em crise, o Alto Tietê subiu 0,1 ponto porcentual e opera com 29% da capacidade, contra 28,9% no dia anterior. Esse índice já considera um volume morto acrescentado ao cálculo no final de 2014.
Os Sistemas Rio Claro e Alto Cotia subiram 0,3 e 3 pontos porcentuais, respectivamente, e estão com 81,7 e 102,5%. Já o Rio Grande foi o único a cair, de 91,7% para 91,6%. A baixa é de 0,1 ponto.
Explosão na Heineken de Jacareí deixa vítimas
Duas pessoas morreram e três ficaram feridas após a explosão de uma caldeira na unidade da cervejaria Heineken, em Jacareí, na manhã desta quinta-feira (28). A informação foi confirmada pela PM (Polícia Militar).
Uma das vítimas feridas sofreu queimaduras, foi socorrida pelo helicóptero Águia da PM e encaminhada para o hospital municipal da Vila Industrial, região leste de São José dos Campos e transferido para a unidade de queimados da Santa Casa de São José dos Campos. A vítima tem 53 anos e está com 90% do corpo quieimado. Segundo informações do hospital, ele deve ser tranferido para a UTI.
As outras duas pessoas que ficaram feridas foram encaminhadas para a Santa Casa de Jacareí.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Jacareí, a corporação foi acionada para atender a ocorrência por volta das 10h15.
A unidade da empresa na cidade possui cerca de 400 empregados e é a maior entre as seis que a Heineken possui no país. Os funcionários da cervejaria em Jacareí foram dispensados do trabalho nesta quinta-feira.
Heineken
A cervejaria Heineken informou por meio de uma nota oficial que lamenta o ocorrido e está apurando as causas do acidente. Confira a nota na íntegra:
"A HEINEKEN Brasil informa que na manhã dessa quinta-feira, dia 28 de janeiro, ocorreu uma explosão em uma das caldeiras de sua Cervejaria localizada em Jacareí. Infelizmente, dois prestadores de serviço foram a óbito e outros três estão feridos. A HEINEKEN lamenta imensamente o ocorrido e está em contato com as empresas prestadoras de serviço para oferecer todo o suporte aos envolvidos. A empresa ainda está apurando as possíveis causas do acidente. As operações fabris da Cervejaria estão por ora suspensas”, ressalta.
Cade aprova Petrobras em investigação de cartel
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) admitiu a entrada da Petrobras como terceira interessada em processo administrativo que apura suposto cartel em licitações da estatal para contratação de serviços de engenharia, construção e montagem industrial on shore. A decisão, divulgada em despacho no Diário Oficial da União (DOU), também dá o prazo de 15 dias à Petrobras para se manifestar sobre a nota técnica de abertura da investigação, formalizada em dezembro do ano passado.
No pedido para ingressar no processo, a Petrobras diz permanecer à disposição do Cade para prestar quaisquer outras informações adicionais que se revelem necessárias e afirma esperar aprovação da solicitação tendo em vista "o reconhecimento de sua situação de vítima do apontado cartel pelas autoridades que conduzem a investigação da Operação Lava Jato" e pelas próprias partes que firmaram acordo com o Cade.
A Petrobras ainda destaca "a inegável contribuição que pode prestar para a elucidação dos fatos e apuração da dimensão de eventuais prejuízos oriundos de eventual lesão à ordem econômica" e a "existência inequívoca de direitos e interesses da Petrobras que podem ser afetados pela decisão no processo administrativo em curso".
O processo de investigação do suposto cartel foi instaurado 23 em dezembro do ano passado. A apuração alcança 21 empresas, suspeitas de terem fraudado pelo menos R$ 35 bilhões em obras em cinco refinarias. Além de empreiteiras, 59 funcionários e ex-funcionários das companhias são investigados pelo órgão antitruste. A lista inclui companhias denunciadas na Operação Lava Jato.
De acordo com a Superintendência-Geral do órgão, o crime de cartel entre as empresas teria se iniciado entre os anos de 1998 e 1999 - ainda no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) -, ganhando força especialmente a partir de 2003, ano em que foi iniciado o primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lista
O Cade lista como participantes do suposto cartel Alusa Engenharia (atualmente Alumini Engenharia), Carioca Christiani Nielsen Engenharia, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Engevix, Galvão Engenharia, GDK, Iesa Óleo e Gás, Jaraguá Equipamentos Industriais, Mendes Júnior, MPE Montagens e Projetos Especiais, Promon Engenharia, Schahin Engenharia, Skanska Brasil, SOG Óleo e Gás, Techint Engenharia, Tomé Engenharia e UTC.
O parecer do Cade para a abertura do processo afirma que "há indícios robustos de que as empresas e pessoas físicas investigadas teriam celebrado acordos com a finalidade de fixar preços, dividir mercado e ajustar condições, vantagens ou abstenção em licitações de montagem industrial da Petrobras".
Obras
Entre as obras potencialmente atingidas pelo suposto ilícito estão as da Refinaria Henrique Lage (Revap), a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), a Refinaria Paulínia (Replan), a Refinaria do Nordeste - Abreu e Lima (Rnest) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Médicos peritos do INSS voltam ao trabalho
Os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram ao trabalho nesta segunda-feira depois de 145 dias de paralisação. A Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP) afirmou que os profissionais retornaram os trabalhos em "estado de greve", ou seja, que vão priorizar o chamado atendimento essencial - para as pessoas que precisam da perícia para ter direito a um dos benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria especial por invalidez.
O INSS esclareceu, contudo, que a regra de priorização do atendimento é definida pelo próprio instituto e que o retorno vai permitir a "regularização" do atendimento. "Novas paralisações no futuro não estão descartadas", disse Luiz Argôlo, diretor sindical da ANMP. "Esperamos que com esse distensionamento, o governo volte a dialogar com a categoria."
A associação calculou que, no período da greve, 2,1 milhões de perícias deixaram de ser feitas. O tempo médio de espera para o agendamento saltou de 20 dias para 89 dias. Já o INSS estimou que 1,3 milhão de perícias não tenham sido realizadas desde o início da greve. No período, outras 1,1 milhão de perícias foram atendidas, segundo o instituto. O órgão calcula que 830.000 benefícios estejam na fila esperando para serem concedidos. Nesses mais de quatro meses de greve, quase 608.000 benefícios foram aprovados.
Atualmente, o INSS conta com 4.330 servidores peritos médicos, cujo salário inicial para uma jornada de 40 horas é de 11.383,54 reais chegando a 16.222,88 reais. Os médicos peritos pedem aumento salarial de 27,5% em, no máximo, duas parcelas anuais, redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, a recomposição do quadro de servidores e o fim da terceirização da perícia médica.
O governo informou, por meio de nota, que apresentou, em ofício enviado à ANMP no dia 8 de dezembro, uma proposta que contempla a maioria dos pontos exigidos na mesa de negociação. A exigência dos médicos de redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais sem perda de remuneração, no entanto, é um ponto de discordância.
De acordo com o Ministério do Planejamento, foi oferecido aos peritos médicos reajuste de 10,8%, a ser pago em duas vezes, e reajuste dos benefícios sociais - as mesmas condições das demais categorias do funcionalismo. Segundo a ANMP, a União gasta 125 bilhões de reais de benefícios, sendo a metade paga sem perícia médica. A entidade diz que, em 5 anos, quase 3.000 peritos abandonaram a carreira. A taxa de evasão é de 2 peritos por dia útil, "algo inédito no serviço público federal". As informações são da Agência Estado.
Pinda: Recadastramento para isenção de pedágio
Termina nesta sexta-feira (29), o prazo para fazer o recadastramento para isenção no pedágio da estrada do Atanázio. Os interessados devem comparecer à Subprefeitura ou à Prefeitura para fazer a solicitação. Este benefício é concedido às pessoas que possuem vínculo com o município.
De acordo com as informações do Departamento de Arrecadação da Prefeitura, a partir do dia 1º de fevereiro, quem passar pelo pedágio e não tiver realizado o recadastramento deverá pagar a taxa.
A isenção é concedida para as pessoas que trabalham ou estudam no município. Os trabalhadores devem apresentar cópias legíveis do licenciamento do veículo no nome da pessoa que realizar o pedido, ou em nome do esposo (a) com a certidão de casamento; CNH – Carteira Nacional de Habilitação; comprovante de endereço de dezembro; CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social e declaração do RH da empresa.
Policiais militares, policiais federais, integrantes do Corpo de Bombeiros e das Forças Armadas devem apresentar cópias legíveis do licenciamento do veículo em seu nome ou em nome do esposo (a) com a certidão de casamento; Carteira Nacional de Habilitação; comprovante de endereço, de dezembro; Carteira Funcional; e Declaração do Batalhão ou Companhia à qual pertence.
No caso de estudantes, é preciso apresentar cópias do licenciamento do veículo no próprio nome, ou da esposa (o) com a certidão de casamento, ou documentação do automóvel no nome dos pais, com autorização de firma reconhecida; Carteira Nacional de Habilitação; comprovante de endereço com data de dezembro; e declaração de matrícula da instituição de ensino.
SJC: Metalúrgicos da GM podem parar novamente
Os trabalhadores do turno da manhã da fábrica da General Motors (GM) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, já voltaram às suas funções nesta terça-feira, 26, após a aprovação em assembleia do acordo firmado entre a empresa e o sindicato da categoria, na segunda-feira, 25, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas. O acordo, contudo, não elimina a possibilidade de novas mobilizações como a última, que durou seis dias.
A normalidade na fábrica pode durar pouco porque a montadora pretende demitir cerca de 800 trabalhadores que estavam com contratos suspensos e, diante dessa possibilidade, os sindicalistas prometem nova mobilização.
Renato de Almeida, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, confirma que o acordo firmado em agosto de 2015 para evitar demissões previa que os trabalhadores que entrassem em lay-off voltariam ao trabalho em janeiro, caso o mercado do setor tivesse apresentado melhora. Do contrário, estavam previstas demissões. "Ontem (25), a GM falou na frente do Tribunal que deve demitir, mesmo. O sindicato é veementemente contra e vai iniciar outra mobilização", afirmou. De acordo com o sindicalista, a GM vai abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e o número de adesões será abatido do total de trabalhadores que seriam demitidos.
Acordo
O acordo firmado entre a GM e representantes dos trabalhadores nesta segunda-feira previa o retorno ao trabalho nesta terça-feira, 26, além do valor de R$ 5.600,00 para a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a ser paga na próxima segunda, 29. A proposta inicial da GM era de R$ 4.250,00 e os funcionários pediam, até última sexta-feira, R$ 7.750,00.
Também ficou acertada a compensação ou o desconto de metade dos seis dias parados ao longo dos próximos seis meses - ou seja, reposição de três dias por parte dos funcionários. Além disso, a primeira parcela do 13º salário será adiantada, com pagamento previsto para o dia 26 de fevereiro. A montadora disse, em nota, considerar a decisão positiva, mas destacou que os problemas de produtividade na planta de São José não foram resolvidos. "A GM acredita que essa decisão é positiva, mas não resolve a situação de competitividade do Complexo de São José dos Campos, visto que a paralisação da operação na fábrica por seis dias só contribuiu para aprofundar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva."
"A companhia reafirma ainda que fez, desde 2012, todos os esforços para evitar o corte de empregados, incluindo férias coletivas, lay-off, banco de horas e programas de desligamento voluntário", afirmou a companhia em outro trecho da nota.
A assessoria de comunicação da montadora esclareceu que, em agosto de 2015, 798 funcionários foram colocados em lay-off. A GM confirmou que o acordo judicial firmado à época já previa que esses empregados seriam desligados neste mês de janeiro.
Segundo a empresa, o tema não foi discutido nas negociações no TRT nesta segunda-feira. A montadora não confirma o número atual de funcionários em São José dos Campos, justificando que a companhia não divulga número de funcionários por unidade. As informações são do Portal Meon.
