Taubaté tem epidemia de dengue em 2016

Com 334 casos contabilizados de dengue até esta quinta-feira (3), Taubaté é a primeira cidade da região enfrentar epidemia da doença em 2016.

São 73 novos casos em uma semana. Segundo o balanço anterior, divulgado na última quarta-feira (24) a cidade tinha 261 casos confirmados da doença.

A partir do decreto de epidemia, que depende do Estado, a Vigilância Epidemiológica da cidade dispensa o exame sorológico para atestar os casos de dengue. Na prática, pacientes que apresentem sintomas de dengue têm a doença contabilizada, sem a necessidade de realização de exames.

Esse é o terceiro ano consecutivo que Taubaté enfrenta epidemia de dengue. Em 2014 a cidade teve recorde histórico no número de casos confirmados da doença, com mais de 9 mil ocorrências.

Zika

Além da dengue, subiu de quatro para 15 o número de casos suspeitos de pacientes infectados pelo vírus da zika –doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e associada a microcefalia.

A cidade teve um caso confirmado da doença, considerado importato. A paciente é uma fisioterapeuta que teria passado as festas de final de ano no Rio de Janeiro.

A cidade ainda investiga três casos suspeitos de microcefalia. São bebês que apesar de não terem nascido prematuros apresentaram a cabeça pequena, com até 32 centímetros de circunferência. O desenvolvimento das crianças é monitorado pela Secretaria de Saúde.

Além dos três bebês com suspeita de microcefalia, Taubaté tem ainda duas gestantes com suspeita de vírus da zika. As mulheres, com 27 e 37 anos, também estão sendo monitoradas pela Secretaria de Saúde. Elas não precisaram ser internadas.

São José dos Campos

Segundo o último balanço da administração, do último dia 26, a cidade soma 289 casos de dengue. No mesmo período do ano passado, a cidade tinha 193 casos da doença.

A cidade também teve alta no número de pessoas infectadas com o vírus da zika - são13 vítimas. Entre os pacientes confirmados, quatro são mulheres, um é homem e um é bebê.

HR de Taubaté abre vagas para enfermagem

O Hospital Regional do Vale do Paraíba, do Governo do Estado de São Paulo, está com ofertas de emprego para a região. Ao todo são 19 vagas efetivas que destinam-se a Auxiliares e Técnicos de Enfermagem, para atuarem em Unidades de Internação, Centro Cirúrgico, Hemodinâmica, Pediatria e Ambulatório. O salário final gira em torno de R$1.600,00, além de benefícios como vale transporte, cesta básica, convênio médico e odontológico e refeição no local.

Os pré-requisitos para a vaga são: Ensino Médio completo, curso de formação de Auxiliar/Técnico de Enfermagem, COREN ativo, mas não é necessária experiência na área. É interessante que os candidatos residam, preferencialmente, nas cidades de Taubaté, Tremembé, Pindamonhangaba e Caçapava.

Para se candidatar, os interessados devem se cadastrar no site www.hospitalregional.org.br ou comparecer ao Setor de RH do Hospital, portando currículo, documentos pessoais e carteira de trabalho, de segunda à sexta-feira, das 8h30 às 14h30. Informações também pelo telefone (12) 3634-2058.

Dengue avança em todas as Regiões do País

O número de casos de dengue aumentou 130% em duas semanas e ultrapassa 200 registros por hora no País. Considerando os dados até 6 de fevereiro, foram notificados 170.103 casos da doença no Brasil, ante os 73.872 registros do balanço fechado em 23 de janeiro. Em relação ao ano passado, que teve recorde histórico de notificações, também houve aumento no número de registros: foram 116.452 no mesmo período.

No primeiro boletim oficial do ano, havia o registro de 2 casos por minuto, 120 por hora. Três semanas depois, esse número já supera 3 por minuto. O número de mortes, no entanto, caiu. Entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro, foram 9. No mesmo período de 20015, houve 103.

Enquanto crescem as preocupações com o vírus zika, a dengue, outra doença transmitida pelo Aedes aegypti, apresenta avanço em todas as regiões do País. Desde o primeiro boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, que continha dados das duas primeiras semanas epidemiológicas, o Sudeste lidera em registros: no mais recente, relata 96.664 casos, seguido de Nordeste (25.636), Centro-Oeste (25.246), Sul (13.522) e Norte (9.035).

No entanto, o boletim oficial mostra uma queda nos registros paulistas pela metade - de 65.408 para 32.453, considerando as cinco primeiras semanas do ano. O avanço no Sudeste foi alavancado por Minas, que passou de 6.517 para 48.098 notificações no período analisado.

Chikungunya e zika

A transmissão autóctone da febre chikungunya foi registrada em 14 unidades federativas desde 2014, quando o vírus chegou ao País. Não há registros de óbitos neste ano, mas três pessoas morreram por causa da doença na Bahia e em Sergipe em 2015.

O novo boletim relata ainda que casos autóctones de zika foram registrados em 22 unidades da federação. Houve duas mortes, no Maranhão e no Pará, com suspeita de relação com o zika - confirmadas em exames laboratoriais.

Casos de zika mais que dobram em São José

O número de casos confirmados do vírus da zika mais que dobrou em São José dos Campos - de seis ocorrências até a última semana para treze. Além disso, a cidade registrou os dois primeiros casos de febre chicungunya. As informações são do balanço da Secretaria da Saúde do município, divulgado nesta sexta-feira (26).

Segundo a Secretaria de Saúde do município, todas as ocorrências de pacientes com zika são importadas e nenhum dos casos é de gestante. Entre as vítimas confirmadas quatro são mulheres, um é homem e um é bebê.

A cidade, que enfrentou a maior epidemia de dengue da história em 2015, soma 289 casos de dengue neste ano. No mesmo período do ano passado, a cidade tinha 193 casos da doença, sendo 71 importados.

Taubaté

Taubaté ampliou nesta semana o número de casos suspeitos do vírus zika - de três para quatro ocorrências, sendo duas delas gestantes. Apenas uma paciente teve a doença confirmada na cidade neste ano.

A cidade tem 261 casos confirmados de dengue neste ano, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Taubaté tem ainda três casos suspeitos de chicungunya.

Microcefalia

As ocorrências de microcefalia em todo país são possivelmente associadas ao vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. 

Taubaté notificou três casos suspeitos da doença e monitora de forma preventiva os bebês, que nasceram menores que o normal. Tomografias feitas nos recém nascidos não apontaram anormalidade. 

Em São José, nenhum caso suspeito de microcefalia foi notificado. As informações são do G1.

Taubaté tem quase 70 novos casos de dengue

Em uma semana, o número de casos confirmados de dengue em Taubaté saltou de 192 para 261. O número é 89% maior que no mesmo período do ano passado, ocasião em que foram contabilizadas 138 ocorrências da doença.

Além disso, o número de casos suspeitos de zika saltou de três para quatro. Outros três pacientes aguardam o resultado de exames feitos após suspeita de chicungunya.

Entre os casos de dengue, apenas uma é considerado importado. Além das ocorrências confirmadas, outros 794 pacientes aguardam o resultado de exames da doença, que é transmistida pelo mosquito Aedes aegypti.

O número em Taubaté é maior, por exemplo, que os casos contabilizados em São José - que ultrapassaram 200 segundo a última atualização da Secretaria da Saúde.

São Paulo faz teste final de vacina contra a dengue

O governo de São Paulo realizou o teste final da primeira vacina brasileira contra a dengue. O início da terceira fase de estudos clínicos foi acompanhado nessa segunda-feira (22) pelo governador Geraldo Alckmin.

Os estudos estão sendo conduzidos pelo Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

"Hoje é um dia de grande esperança para o mundo, que a gente possa desenvolver uma vacina que consiga segurar uma das doenças de grande risco epidêmico, especificamente nos países tropicais e subtropicais", enfatizou o governador. "Estamos frente a um importante momento da ciência, onde o Brasil está na vanguarda em uma questão que envolve grande parte do planeta", completou Alckmin.

Durante o evento, o governador anunciou a liberação, por parte daFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, de R$ 100 milhões para os estudos de toda a parte da vacina e de pesquisa aplicada relacionadas às arboviroses. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff formalizou o repasse de R$ 100 milhões para os testes da fase 3.

Os estudos vão começar com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos 14 centros credenciados pelo Butantan para a realização dos testes, que envolverão 17 mil participantes em todo o Brasil.

Os voluntários do HC entraram em contato diretamente com o hospital ou deixaram seus dados no Serviço de Atendimento ao Cidadão do Butantan, autorizando que eles fossem repassados ao centro de pesquisas do complexo hospitalar. Eles têm entre 2 e 59 anos de idade e residem em diferentes localidades da capital e da região metropolitana de SP.

Neste primeiro dia, 10 pessoas foram vacinadas. Na capital paulista, o cadastro de interessados em participar do estudo passa de dois mil.

Voluntários

Podem ser voluntários do estudo pessoas que estejam saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas-etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Interessados também podem procurar o SAC do Butantan pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Os participantes serão acompanhados por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina. O acompanhamento será feito por meio de visitas programadas para coleta de amostras, além de contatos telefônicos e mensagens por celular. As informações são do  Portal IG/Último Segundo.

Zika pode provocar alteração neurológica

Microcefalia e graves problemas oculares podem não ser as únicas consequências do zika vírus em crianças infectadas na barriga da mãe. Com o avanço de casos no Brasil, especialistas passaram a afirmar que, no futuro, outros prejuízos neurológicos, como atraso intelectual ou perda auditiva, poderão ser associados à infecção e detectados somente no início da vida escolar.

O diagnóstico, no entanto, só poderá ser feito com propriedade se os bebês nascidos de meados do ano passado para cá, quando teve início a epidemia no País, receberem acompanhamento médico rotineiro. Especialistas ouvidos pelo Estado afirmam que todas as crianças de mulheres que tiveram suspeita ou confirmação de zika durante a gestação devem ter seus filhos monitorados, independentemente de quadros associados de microcefalia.

A expectativa de que outros problemas de saúde possam ser relacionados ao zika vírus no futuro é explicada pela sua "semelhança" com algumas doenças também perigosas para gestantes, como a rubéola, a toxoplasmose e a citomegalovirose. Todas podem provocar desde quadros de microcefalia a perda progressiva da visão, surdez e diferentes graus de atraso intelectual.

Até o surgimento do zika, rubéola e toxoplasmose eram as doenças mais temidas por grávidas, apesar de mais facilmente controladas. A primeira tem vacina e a segunda pode ser evitada com hábitos simples, como ingerir alimentos bem cozidos. Mas, se infectadas, as gestantes podem transmitir essas doenças aos bebês, com consequências para o resto da vida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil e EUA vão produzir vacina contra zika

O Ministério da Saúde (MS) anunciou em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (11/02) uma parceria do Instituto Evandro Chagas com a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento de uma vacina contra o zika. “O Instituto tem experiência grande em arboviroses e a universidade foi escolhida por ser centro mundial de trabalhos com arbovírus", afirmou Marcelo Castro.

O ministro falou que a expectativa é de um ano para que a vacina seja desenvolvida. No entanto, lembrou que "desenvolver não é estar com a vacina pronta". Depois disso, segundo ele, tem o tempo dos testes em animais e humanos. O investimento do MS será U$ 1,9 milhão.

O prazo total, segundo o ministro, é de três anos para que a vacina seja produzida em larga escala. Castro disse que será estabelecido um protocolo com a FDA (Food and Drug Administration) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que nenhum entrave burocrático atrase as etapas de desenvolvimento da imunização. “Se tudo correr bem, em um ano teremos a vacina desenvolvida e teremos dois anos para fazer os testes e produzir a vacina em larga escala”, afirmou.

A parceria, segundo Castro, é "fruto de um telefonema entre Dilma Roussef e Barack Obama que enviou ao congresso americano um projeto de lei pedindo U$ 1 bilhão de dólares para combate ao zika vírus".

Combate ao Aedes
Castro disse ainda que a diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margareth Chan vai acompanhar o trabalho do MS de combate ao Aedes Aegypti que transmite não apenas a infecção por zika, mas também a dengue e a febre chikungunya. O Ministro lembrou que 50 mil pessoas morrem por ano de dengue no mundo e que a doença está presente em 113 países.

O MS divulgou também que foi estabelecida uma parceria com 15 técnicos do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) que estarão em Pernambuco para estudar a relação entre vírus zika e microcefalia. A pesquisa será realizada conjuntamente pelo governo brasileiro e a Universidade do Texas Medical Branch. Segundo Castro, está prevista também a participação de outros organismos de saúde internacional, como a própria OMS.

Relação zika e microcefalia
Marcelo Castro afirmou que a relação epidemiológica entre a infecção por zika e a microcefalia está muito bem estabelecida. “Não temos dúvida de que é o vírus zika que está causando a microcefalia. Os estados que têm mais casos de zika têm mais casos de microcefalia. Os estados com menos casos de zika têm menos casos de microcefalia e os estados sem zika não têm casos de microcefalia”, declarou na coletiva.

O ministro disse ainda que o zika é um preocupação internacional, já que o vírus tem se propagado de uma forma muito mais veloz que o da dengue e que Canadá e Chile são os únicos países que estão livres da doença. 

Forças Armadas contra o aedes aegypti

O Estado de São Paulo terá aproximadamente 21.500 militares das Forças Armadas atuando na campanha contra o mosquito Aedes aegypti, no dia 13 de fevereiro, em 40 cidades. Eles irão às ruas para distribuir material impresso com orientações para a população sobre como manter a casa livre dos criadouros do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e do Zika vírus.

A ação vai ocorrer simultaneamente em todo o País, com o total de 220 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica mobilizados. A meta é visitar três milhões de residências em 356 municípios, incluindo todas as cidades consideradas endêmicas, de acordo com indicação do Ministério da Saúde, e as capitais do País.

Para a distribuição do efetivo das Forças Armadas nessa fase de mobilização, foram consideradas as cidades com maior incidência das doenças transmitidas pelo mosquito e os municípios que contam com organizações militares instaladas.

Essa será a segunda etapa da campanha contra o mosquito. Na primeira, iniciada em 29 de janeiro, as Forças Armadas realizam um mutirão de limpeza em 1.200 unidades militares espalhadas pelo País.

Ainda estão previstas duas etapas da campanha de combate ao Aedes. Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, 50 mil militares, sob a coordenação do Ministério da Saúde, farão visitas nas residências, acompanhados por agentes de saúde, para inspecionar possíveis focos de proliferação, orientando os moradores e, se for o caso, fazendo aplicação de larvicida em criadouros.

A última etapa, ainda em fase de elaboração com o Ministério da Educação (MEC), prevê a participação de visitas a escolas. A meta é reforçar o trabalho de conscientização das crianças e adolescentes sobre como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. 

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